casa brota: a residência
enquanto se refugia, não fugia

ARTISISSIDADE DO SER
desde 1989 foi tirado o direito de acreditar em quem sou
e em todas as infinitudes que cabem a mim (ou não)
VIVER A ARTE
VIVER DE ARTE
VIVER COM ARTE
VIVER PARA ARTE
realidade, tangível, palpável
em uma quarta feira quente do rio de janeiro,
foi nomeado algo que a muito tempo se perdeu
TRANSformou
TRANScendeu
TRANScreveu
TRANSportou
e assim, me sentindo mais trans do que nunca, entendi, caralho, artista
lá onde sempre é 08h00min45s
no Complexo parado no tempo
mas parar no tempo é Complexo
onde a luz do vizinho nunca se apaga
onde parar de cê balançâ não é uma opção
com a sensação gostosa de autoconhecimento
no Complexo parado no tempo
mas parar no tempo é Complexo
onde a luz do vizinho nunca se apaga
onde parar de cê balançâ não é uma opção
com a sensação gostosa de autoconhecimento
Nasce, “Casa Brota: A Residência”
























Casa Brota: A Residência
“enquanto se refugia, não fugia”
O documentário fotográfico “Casa Brota: A Residência” propõe uma imersão na experiência de Teka Sampaio durante sua estadia na Casa Brota, localizada no Complexo do Alemão. Esse espaço de acolhimento e criação surge como um ponto de respiro para Teka, que, aos 35 anos, traz uma trajetória marcada pela educação e pela atuação cultural em São Paulo, cidade onde reside atualmente. Para elu a Casa Brota ofereceu mais do que um refúgio: foi uma oportunidade de espairecimento, renovação de perspectiva e conexão com uma realidade que valoriza a resistência e o poder transformador da arte nas comunidades marginalizadas.
Cria de Limeira, interior de São Paulo, Teka trilhou um caminho que transita da educação para a produção cultural, e hoje, enquanto multiartista, produtore e articuladore cultural, busca transformar vivências periféricas em potência criativa. A Casa Brota representou, então, uma chance de habitar um espaço seguro que defende a importância de espaços culturais conduzidos por pessoas dissidentes. Durante uma semana, Teka mergulhou não apenas em autocuidado, mas em um processo de autoconhecimento e valorização de identidades periféricas, experimentando o que elu denomina como uma verdadeira "Residência Artística". Um lar temporário, de impacto permanente.
Essa vivência, capturada em Casa Brota: A Residência, reflete a urgência de criar espaços culturais autônomos, onde pessoas dissidentes e periféricas possam encontrar apoio, desenvolvimento e voz. O documentário valoriza o impacto que espaços como a Casa Brota, agora em seu encerramento, deixam na trajetória de artistas e produtores culturais.
Ao desenvolver o projeto, Teka se une a Ayá Cavalcanti, multiartista, fotógrafo, não binário, transmasculino e mãe.. Ayá, com uma sensibilidade voltada para documentários e realidades plurais, assumiu a curadoria e edição de fotografias, em um trabalho colaborativo que mistura perspectivas e experiências de ambos. Juntes, elus trazem uma narrativa visual que busca eternizar a importância da Casa Brota para a expressão cultural de pessoas dissidentes. A produção se desdobra em um testemunho sobre resistência, identidade e o poder transformador da arte e do acolhimento, através de um olhar sensível sobre o espaço que, para Teka, se tornou um símbolo de renovação e criação.
Ficha Técnica:
Produção: Transcentrar
Fotos, textos e malemolência: Teka Sampaio
Curadoria, edição e simpatia: Ayá Cavalcanti
Técnica Fotográfica: Freestyle, aqui é rua tio
Ano: 2024
Aparelho: Xiaomi Redmi Note 10s
Produção: Transcentrar
Fotos, textos e malemolência: Teka Sampaio
Curadoria, edição e simpatia: Ayá Cavalcanti
Técnica Fotográfica: Freestyle, aqui é rua tio
Ano: 2024
Aparelho: Xiaomi Redmi Note 10s
Agradecimentos e todo amor à:
Casa Brota
Casa Brota
Complexo do Alemão e